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As máscaras N95 e PFF2 protegem mais?

16 de março de 2021
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O primeiro ponto importante é que essas máscaras seguem padrões estabelecidos por normas técnicas para garantir um nível alto de proteção, diferente de máscaras artesanais. É por isso que é possível saber a capacidade de filtragem delas. A PFF2 filtra pelo menos 94% das partículas de 0,3 mícron de diâmetro, as mais difíceis de se capturar. A capacidade de filtragem da N95 é 95%.

Embora a N95 seja o modelo mais buscado em pesquisas no Brasil, é a nomenclatura dos Estados Unidos. O padrão no Brasil é a PFF2. E, na Europa, é a FFP2. Esses padrões de respiradores, embora não sejam idênticos, são equivalentes. E a recomendação é usar os modelos sem válvulas, já que elas permitem saída de ar sem filtragem.

E o que elas têm em comum para garantir proteção?

Primeiro, a vedação. Elas têm uma estrutura semi-rígida (algumas em modelo concha e outras dobráveis), uma peça metálica para contornar o nariz e elásticos que ficam presos na cabeça e na nuca, gerando uma tensão maior que em modelos presos apenas na orelha. Depois de ajustá-las ao rosto, a recomendação é checar se não está “vazando” ar pelas laterais.

Essa vedação é o que faz com que todo o ar inspirado e expirado passe pelo filtro, que é composto por várias camadas que fazem filtragem mecânica (partículas colidem e ficam presas nas fibras) e eletrostática (partículas são atraídas por fibras com carga elétrica).

É essa combinação de vedação e filtragem, segundo Mori, que torna a máscara tão eficiente e garante que o usuário também está se protegendo, e não apenas protegendo os outros.

Como higienizar a máscara?
A recomendação dele, para uso em ambientes não hospitalares, é reutilizar a máscara (já considerando que o uso deve ser feito nos momentos em que você não é capaz de evitar local com ventilação ruim e proximidade com outras pessoas).

Para isso, a orientação é deixar a máscara em local arejado, evitando exposição ao sol, por pelo menos três dias antes de usar novamente (e não aplicar álcool, sabão ou qualquer desinfetante).

Em relação à quantidade de usos da mesma máscara, observe a capacidade de vedação da máscara e integridade do material. Segundo Mori, com esses cuidados, pode ser possível usar cerca de 10 vezes. E uma opção para aumentar a vida útil é trocar o elástico quando o original ficar frouxo.

Os preços variam bastante. No Brasil, é possível encontrar boas máscaras por menos de R$ 5 — no entanto, consumidores muitas vezes relatam dificuldade de encontrá-las. Ao mesmo tempo, com a alta procura, há máscaras de marcas mais famosas sendo vendidas por valores tão altos quanto R$ 100.

Antes da compra, é importante verificar se as máscaras PFF2 têm o selo do Inmetro. A regulamentação desse produto é feita pela Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério da Economia e a certificação é dada por organismos acreditados pelo Inmetro.

É essa certificação que indica que o produto passou por auditorias no processo produtivo e ensaios envolvendo questões como inspeção visual, resistência à respiração, penetrações através do filtro e inflamabilidade. No site do Inmetro, é possível consultar os produtos certificados.

O CDC, nos Estados Unidos, traz uma série de imagens de respiradores falsificados e vendidos como se tivessem sido aprovados tecnicamente.

‘Plano B’
Ao mesmo tempo, é muito difícil saber o nível de proteção de cada tipo de máscara de tecido, já que são modelos diferentes entre si, que não seguem norma técnica, e que se ajustam de formas diferentes ao rosto de cada um.

As máscaras cirúrgicas de boa qualidade são mais recomendadas que as caseiras, mas também podem ter níveis de proteção variados, segundo Mori.

Estudo publicado na Science Advances testou diferentes tipos de máscaras, e o resultado mostra a N95 com maior eficiência, seguida por máscara cirúrgica. Também apresenta diferentes resultados para máscaras de tecidos.

Esse tipo de teste, no entanto, mede a eficácia naquele contexto específico e no rosto daquela pessoa.

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Fonte: BBC

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