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Doença na tireoide pode proteger contra câncer, conclui estudo nos EUA.

9 de setembro de 2009

Mulheres com o tumor devem ter função tireoidiana acompanhada.
Pesquisa foi realizada no M.D. Anderson Cancer Center.

Pesquisadores do M.D. Anderson Cancer Center, da Universidade do Texas, descobriram que existe uma relação entre a glândula tireoide e a ocorrência dos tumores malignos de mama. Segundo a pesquisa realizada com mais de duas mil mulheres, as que apresentam hipotireoidismo, têm 60% menos chance de vir a sofrer de câncer de mama.

A tireoide é uma glândula localizada no pescoço e é parte importante do controle do funcionamento do corpo humano. Ela atua por meio da produção de dois hormônios: T4 (tiroxina) e T3 (triiodotironina), que estimulam o metabolismo.

A pessoa pode sofrer de hipotireoidismo (baixa produção dos hormônios) ou hipertireoidismo (aumento da produção dos hormônios), e isso pode ocorrer por várias causas diferentes.

O hipotireoidismo pode atingir até cerca de 20% das mulheres, após os 50 anos de idade. As pessoas atingidas por essa situação têm uma diminuição do ritmo de todo seu metabolismo e nível de atividades.

Além da redução do risco de câncer de mama, as mulheres que tiveram hipotireoidismo, quando sofrem desse tumor apresentam uma forma menos agressiva da doença.

Os pesquisadores acreditam que a causa dessa relação esteja no fato de que receptores nas células tumorais da mama reajam aos estímulos dos hormônios tireoidianos e do estrogênio – outro hormônio relacionado ao câncer da mama.

A pesquisa americana deve servir para que as mulheres que sofrem de câncer de mama tenham sua função tireoidiana avaliada e acompanhada de perto.

Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço

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