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Audiometria de Tronco Cerebral

14 de setembro de 2009

bera-graficoOs Potenciais Evocados Auditivos de Tronco Cerebral ou simplesmente BERA (Brainstem Evoked Response Audiometry) são registros da atividade elétrica que ocorre no nosso sistema auditivo, da orelha interna até o córtex cerebral, em resposta a um estímulo sonoro. São registrados por técnicas não invasivas e não causam nenhum desconforto ao paciente. Atualmente é o método mais utilizado e indicado na prática clínica e têm se tornado cada vez mais parte integral da bateria de testes audiológicos.

Basicamente o BERA deve ser indicado para identificar anormalidades neurológicas do nervo auditivo até o tronco encefálico e para estimar o limiar auditivo.

A capacidade técnica de registrar potenciais elétricos em vários níveis do sistema nervoso em resposta a estimulação acústica, tem produzido um grande número de aplicações relevantes para os Otorrinolaringologistas, Audiologistas e Neurologistas, tais como:

  • Na avaliação da audição quando os demais testes audiométricos não são possíveis ou são inconclusivos,como pode ocorrer com adultos ou crianças não cooperantes, ou com comprometimentos neurológicos;
  • Para triagem nos recém-nascidos de alto risco, devido ao grande número de crianças que podem apresentar comprometimento neural, determinado principalmente pelos fatores perinatais,o qual não seria detectado numa triagem realizada através das emissões otoacústicas.É importante ressaltar que nesta faixa etária os achados do BERA sofrem influência do fenômeno de maturidade auditiva,não sendo portanto considerados definitivos,devendo ser realizado um programa de acompanhamento audiológico;
  • Na identificação de tumores do nervo auditivo com dimensões maiores que 1 cm de diâmetro;
  • Na identificação de lesões difusas como a esclerose múltipla, em combinação com outros exames;
  • Nas alterações não identificadas radiologicamente como é o caso das Neuropatias Auditivas;
  • No auxílio da indicação de ex-sanguíneo transfusão em neonatos com hiperbilirrubinemia,sendo possível monitoração para que se determine uma alteração funcional do sistema auditivo,antes que a lesão se estabeleça;
  • Na monitoração intra-operatória do estado funcional do sistema auditivo, durante neurocirurgias de fossa posterior;
  • Nos pacientes em estado de coma,para fazer o prognóstico neurológico e determinar se a morte cerebral está presente.

AMBIENTE PARA REALIZAÇÃO DO BERA: bera-paciente

O BERA deve ser realizado em ambiente silencioso, em sala tratada acusticamente e eletricamente para que não ocorram interferências de ruído elétrico de fundo, podendo estes prejudicar a análise dos traçados.

RECOMENDAÇÕES PARA REALIZAÇÃO DO BERA:

  • O paciente deve estar o mais relaxado possível na hora do exame, sem contrair nenhuma parte do corpo principalmente o pescoço e os músculos do rosto. Portanto o estado físico e emocional do paciente é de grande importância durante a realização desse exame;
  • No caso das crianças, o exame é realizado em sono natural ou com indução de sedação. As orientações pré-sedação devem ser dadas na clínica que irá ser realizado o exame.

Texto:
- Fga. Carla Couto Fonseca (Audiologista)
- Dr. José Wilson Fonseca (Otorrinolaringologista)

Referências bibliográficas:

  1. Castro Jr NP, Figueiredo MS. Audiometria eletrofisiolófica.In Lopes Filho O,editor.Tratado de Fonoaudiologia.São Pulo:Roca;1997.p.201-19
  2. Davis H.Principles of eletric resposnse audiometry.Ann Otol Rhinol Laryngol, 1976:28(Suppl):95.
  3. Castro Jr NP Figueiredo; Figueiredo Stela, Marina. Potencias Evocados Auditivos de Tronco Encefálico (apost. VII curso intensivo).São Paulo,2006.
  4. Hall JW.Handbook of audiotory evoked resposnse.Massachussets: Allyn and Bacon; 1992.
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